Arquivo de Sociedade do Cuidado - Homens Que Cuidam https://homensquecuidam.com.br/category/category-4/ Masculinidades, paternidades e equidade de gênero para uma cultura do cuidado. Sat, 24 Oct 2026 15:25:41 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://homensquecuidam.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Sem-nome-512-x-512-px-150x150.png Arquivo de Sociedade do Cuidado - Homens Que Cuidam https://homensquecuidam.com.br/category/category-4/ 32 32 Onde estão os homens nas cidades do cuidado? https://homensquecuidam.com.br/onde-estao-os-homens-nas-cidades-do-cuidado/ https://homensquecuidam.com.br/onde-estao-os-homens-nas-cidades-do-cuidado/#respond Sat, 24 Oct 2026 12:00:33 +0000 https://homensquecuidam.com.br/?p=1453 Encontro Internacional Cidades do Cuidado propõe discutir a organização da vida urbana. Em Cabreúva, o Instituto Homens Que Cuidam desenvolve um Observatório para investigar como os homens participam dessas responsabilidades. […]

O post Onde estão os homens nas cidades do cuidado? apareceu primeiro em Homens Que Cuidam.

]]>
Encontro Internacional Cidades do Cuidado propõe discutir a organização da vida urbana. Em Cabreúva, o Instituto Homens Que Cuidam desenvolve um Observatório para investigar como os homens participam dessas responsabilidades.

Quem leva uma criança à escola, acompanha uma pessoa idosa à consulta e reorganiza o dia quando alguém da família adoece? Quem consegue faltar ao trabalho para cuidar? E quanto tempo uma pessoa precisa atravessar a cidade para encontrar os serviços de que depende?

Essas perguntas revelam uma dimensão do cuidado que costuma permanecer pouco visível: sua relação com a organização das cidades. A localização de uma unidade de saúde, o horário de uma creche, a acessibilidade de uma calçada e as condições do transporte interferem diretamente na vida de quem cuida e de quem precisa de cuidado.

É nesse campo de reflexão que se insere o Encontro Internacional Cidades do Cuidado, previsto para os dias 25, 26 e 27 de novembro de 2026, em formato híbrido, com atividades presenciais na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, e transmissão online. Com o tema “Urbanismo e Cidades do Cuidado: Éticas, Políticas e Práticas para Viver Juntos”, o evento propõe aproximar pesquisas, políticas públicas e experiências comunitárias. A participação é gratuita.

Para o Instituto Homens Que Cuidam, essa discussão encontra uma pergunta decisiva: onde estão os homens na sustentação cotidiana da vida?

O cuidado precisa ser compartilhado

Historicamente, as mulheres assumem grande parte das tarefas domésticas, da atenção às crianças e do acompanhamento de familiares. Além da execução dessas atividades, recai sobre elas o trabalho de lembrar, antecipar necessidades, marcar consultas e organizar a rotina.

Essa distribuição precisa ser considerada quando pensamos uma cidade que cuida. Ampliar serviços e melhorar o acesso são medidas fundamentais. Também é necessário transformar as relações que fazem do cuidado uma obrigação feminina e da participação masculina uma contribuição eventual.

Os homens precisam assumir responsabilidades concretas: conhecer a rotina dos filhos, acompanhar a saúde da família, dividir o trabalho doméstico e participar das decisões que sustentam o cotidiano. Ao mesmo tempo, serviços, empresas e políticas públicas precisam criar condições para que essa participação aconteça.

Uma cidade expressa suas prioridades também pelo tempo que permite às pessoas dedicar ao cuidado.

Cabreúva como território de investigação

É a partir dessa perspectiva que o Instituto Homens Que Cuidam desenvolve o Observatório Territorial da Cultura do Cuidado, com Cabreúva, no interior paulista, como território piloto.

A proposta está apresentada no trabalho “Onde estão os homens na cidade do cuidado? O Observatório Territorial da Cultura do Cuidado em Cabreúva/SP”, elaborado para a modalidade de comunicação oral, no eixo dedicado à governança, à democracia e à distribuição das responsabilidades de cuidado.

Em fase de implantação, o Observatório busca compreender como o cuidado se organiza no município, onde estão as desigualdades e quais barreiras dificultam o acesso a direitos. Para isso, articula dados públicos e administrativos, escutas com profissionais e moradores e a leitura dos equipamentos, horários e trajetos que fazem parte da vida cotidiana.

A investigação aproxima temas frequentemente tratados de maneira separada: saúde, paternidades, assistência social, educação, trabalho, mobilidade e prevenção das violências. Na experiência das famílias, essas necessidades se cruzam todos os dias.

Do pré-natal às rotas do cuidado

As interlocuções iniciais com a Atenção Básica e a Assistência Social de Cabreúva vêm ajudando a identificar questões para aprofundamento.

Uma delas envolve o Pré-Natal do Parceiro. Incentivar os homens a acompanhar a gestação exige observar também as condições de trabalho, o acolhimento nos serviços e o reconhecimento institucional desse tempo dedicado ao cuidado. Estar em uma consulta pode abrir caminhos para uma paternidade mais presente, mas a corresponsabilidade precisa continuar depois dela, na rotina familiar.

Outra frente é compreender as chamadas Rotas do Cuidado: os deslocamentos entre casa, escola, unidade de saúde, assistência social e outros serviços. Quem realiza esses percursos? Quanto tempo leva? Quais custos enfrenta? É possível conciliar os horários dos atendimentos com o trabalho remunerado?

O Observatório prevê reunir essas informações em mapas, análises e recomendações que possam apoiar a gestão pública, os serviços e a comunidade. As primeiras interlocuções são pontos de partida para a investigação; ainda não constituem um diagnóstico da população de Cabreúva.

Aprender com outras cidades, construir respostas locais

O projeto dialoga com experiências como as Manzanas del Cuidado, de Bogotá, que aproximam serviços e buscam enfrentar a sobrecarga das mulheres. Esse diálogo ajuda a formular perguntas sobre proximidade, acesso e distribuição de responsabilidades.

Cabreúva, porém, precisa construir respostas a partir de suas próprias condições: a distribuição dos bairros, os recursos disponíveis, as redes comunitárias e as experiências de quem utiliza os serviços.

Conhecer o território e escutar as pessoas são etapas essenciais para que o cuidado se traduza em decisões públicas consistentes.

Os homens também precisam construir essa cidade

A contribuição que o Instituto Homens Que Cuidam busca oferecer a esse debate parte de uma convicção: transformar a relação dos homens com o cuidado exige mudanças nas práticas pessoais e nas condições que organizam a vida coletiva.

Isso envolve responsabilização pelas violências, participação na vida familiar, compromisso com a equidade de gênero e presença nos espaços em que as políticas são construídas. Envolve, ainda, reconhecer que os homens precisam aprender a cuidar de si, procurar apoio e construir vínculos.

O Encontro Internacional Cidades do Cuidado abre espaço para aproximar essas questões do planejamento urbano e das políticas públicas. A experiência em construção em Cabreúva procura contribuir com esse diálogo, investigando como a corresponsabilidade pode ganhar forma no território.

Uma cidade que cuida precisa de homens que assumam, todos os dias, a responsabilidade de cuidar.

Mais informações sobre o encontro e inscrições: página oficial do evento.

O post Onde estão os homens nas cidades do cuidado? apareceu primeiro em Homens Que Cuidam.

]]>
https://homensquecuidam.com.br/onde-estao-os-homens-nas-cidades-do-cuidado/feed/ 0
Depois do CONARH 2026, uma pergunta permanece: o cuidado corre o risco de se transformar em mais uma commodity? https://homensquecuidam.com.br/depois-do-conarh-2026-uma-pergunta-permanece-o-cuidado-corre-o-risco-de-se-transformar-em-mais-uma-commodity/ https://homensquecuidam.com.br/depois-do-conarh-2026-uma-pergunta-permanece-o-cuidado-corre-o-risco-de-se-transformar-em-mais-uma-commodity/#respond Mon, 24 Aug 2026 17:28:00 +0000 https://homensquecuidam.com.br/?p=1408 Nos últimos tempos o cuidado passou a ocupar um espaço cada vez maior nas conversas sobre liderança, saúde mental, cultura organizacional e gestão de pessoas. Esse movimento é importante. Durante […]

O post Depois do CONARH 2026, uma pergunta permanece: o cuidado corre o risco de se transformar em mais uma commodity? apareceu primeiro em Homens Que Cuidam.

]]>
Nos últimos tempos o cuidado passou a ocupar um espaço cada vez maior nas conversas sobre liderança, saúde mental, cultura organizacional e gestão de pessoas. Esse movimento é importante. Durante muito tempo, cuidar foi tratado como algo menor, privado e quase sempre associado às mulheres. Ver o tema chegar ao centro das organizações pode representar um avanço. Mas também exige atenção. Vamos pensar juntos o porquê.

O cuidado não pode ser incorporado pelas empresas apenas como uma nova tendência, uma estratégia de reputação ou um diferencial competitivo. Quando isso acontece, ele corre o risco de se transformar em produto: algo que se anuncia, se vende e se utiliza para fortalecer marcas, sem necessariamente modificar as relações de poder, as condições de trabalho e os processos de decisão. Essa preocupação não significa negar a importância das iniciativas corporativas. Significa perguntar até onde elas chegam.

Quem continua realizando o trabalho cotidiano de cuidar? Quem reorganiza a própria vida para cuidar das crianças, das pessoas idosas, das pessoas com deficiência ou de familiares adoecidos? Quem assume a maior parte das tarefas domésticas e da sustentação emocional das famílias? No final das contas, esse trabalho continua recaindo, de maneira profundamente desigual, sobre as mulheres.

Como nos ajuda a compreender Nancy Fraser, existe uma contradição quando o sistema reconhece a importância do cuidado, mas continua consumindo o tempo, a energia e a disponibilidade das pessoas que sustentam esse trabalho, dentro e fora das organizações.

Também precisamos olhar para quem ocupa os lugares de poder. Muitas empresas ainda são dirigidas majoritariamente por homens, enquanto o cuidado permanece concentrado nas mulheres. Falar sobre cuidado sem enfrentar essa divisão é correr o risco de apenas modernizar o discurso, mantendo intacta a estrutura.

Joan Tronto nos ensina que o cuidado não é apenas um sentimento ou uma atitude individual. É uma prática coletiva e política, que envolve responsabilidade, competência, atenção às necessidades e capacidade de resposta. Por isso, uma organização verdadeiramente comprometida com o cuidado precisa ir além das campanhas, palestras e benefícios pontuais. Precisa observar como distribui responsabilidades, como organiza o trabalho, como reconhece as pessoas e como reage quando cuidar tem algum custo.

Há, na minha opinião, aqui um paralelo importante com as discussões em torno da saúde mental e da NR-1. O avanço institucional é necessário, mas ele não pode se limitar ao cumprimento de protocolos, à produção de documentos ou à adaptação formal a uma exigência normativa, sem enfrentar as culturas organizacionais que adoecem, silenciam e sobrecarregam as pessoas. O mesmo vale para o cuidado!

Se ele for utilizado apenas para melhorar indicadores, ampliar engajamento ou fortalecer a imagem da empresa, poderemos ter organizações falando cada vez mais sobre cuidado e pessoas continuando profundamente descuidadas.

Leonardo Boff nos lembra que o cuidado não é apenas uma ação eventual. É um modo de estar no mundo. Transportado para as organizações, isso significa compreender que cuidar não é uma campanha: é uma forma de liderar, produzir, decidir e se relacionar. O verdadeiro teste acontece quando o cuidado deixa de ser apenas “conveniente”.

  • Quando exige rever uma meta.
  • Quando pede tempo.
  • Quando questiona uma liderança.
  • Quando demanda investimento.
  • Quando reconhece que trabalhadores e trabalhadoras também possuem responsabilidades de cuidado fora da empresa.
  • Quando convida os homens a assumirem responsabilidades historicamente transferidas às mulheres.

O cuidado pode, sim, contribuir para organizações mais saudáveis, humanas e sustentáveis. Pode até gerar bons resultados. Mas ele não deveria existir apenas porque produz resultados.

Depois do CONARH 2026, talvez a pergunta mais importante não seja se o cuidado pode se tornar um diferencial competitivo. A pergunta é outra:

As empresas estão dispostas a transformar suas estruturas para que o cuidado seja, de fato, um princípio ético, inclusive quando cuidar custa?

Porque cuidado não pode ser apenas uma “tendência”. Cuidar envolve assumir e compartilhar inúmeras responsabilidades.

#HomensQueCuidam #CulturaDoCuidado #GestãoDePessoas #SaúdeMental #Liderança #CONARH2026

O post Depois do CONARH 2026, uma pergunta permanece: o cuidado corre o risco de se transformar em mais uma commodity? apareceu primeiro em Homens Que Cuidam.

]]>
https://homensquecuidam.com.br/depois-do-conarh-2026-uma-pergunta-permanece-o-cuidado-corre-o-risco-de-se-transformar-em-mais-uma-commodity/feed/ 0
Da Sociedade do Cansaço para uma Sociedade do Cuidado https://homensquecuidam.com.br/educacao-cultural-e-paterna-uma-nova-perspectiva/ https://homensquecuidam.com.br/educacao-cultural-e-paterna-uma-nova-perspectiva/#respond Wed, 11 Jun 2025 02:09:11 +0000 https://homensquecuidam.com.br/educacao-cultural-e-paterna-uma-nova-perspectiva/ Que segmento da nossa sociedade você acha que movimenta 580 bilhões de reais por ano, cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil? Tecnologia? Agro? Industria? Errou! Esse […]

O post Da Sociedade do Cansaço para uma Sociedade do Cuidado apareceu primeiro em Homens Que Cuidam.

]]>
Que segmento da nossa sociedade você acha que movimenta 580 bilhões de reais por ano, cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil? Tecnologia? Agro? Industria? Errou! Esse é o valor estimado para o trabalho de cuidado com pessoas e tarefas domésticas no país, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). Estas mesmas mulheres e meninas ao redor do mundo contribuem com pelo menos US$ 10,8 trilhões à economia global. Esse valor equivale a mais de três vezes o valor da indústria de tecnologia do mundo (Fonte: Oxfam: Tempo de Cuidar).

A chamada “economia do cuidado” é o trabalho invisibilizado e não remunerado realizado majoritariamente por mulheres e meninas diariamente. Esta atividade envolve desde tarefas para manutenção do lar até o cuidado (funcional e afetivo) com crianças, idosos, pessoas doentes, com algum tipo de deficiência – e até mesmo outros membros da casa, como os maridos! “É um trabalho que tem uma forte dimensão emocional, se desenvolve na intimidade, e com frequência envolve a manipulação do corpo do outro”, diz a socióloga Nadya Araujo Guimarães, da Universidade de São Paulo (USP.

Quando os homens “pagam as contas” com dinheiro fruto de seus respectivos trabalhos produtivos (reconhecidos pela sociedade), as mulheres estão pagando com tempo, disponibilidade, abrindo mão muitas vezes das suas carreiras, sonhos, desejos e autonomia. Por outro lado, as lutas e conquistas das mulheres vem aumentando a sua participação do mercado de trabalho. Em cinco décadas, essa participação saltou de 18% para 50%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Contudo, a professora Nadya destaca o seguinte:

“Consideradas provedoras naturais dos serviços de cuidado, as mulheres passaram a trabalhar mais intensamente fora de casa. Esse fato, aliado ao envelhecimento da população, gerou o que tem sido analisado como uma crise no provimento de cuidados que, em países do hemisfério Norte, tem se resolvido com uma mercantilização desses serviços, além de uma maior atuação do Estado, por meio da criação de instituições públicas de acolhimento, expansão de políticas de financiamento, formação e regulação do trabalho de cuidadores”.

 

Ou seja, enquanto o cuidado for “obrigação” apenas das mulheres, não alcançaremos a equidade e a justiça no mundo do trabalho! Ou seja, como diz a filosofa e intelectual italiana, Silvia Federici ao se referir as tarefas do cuidado: “Isso que chamam de amor é trabalho não pago”. Esse apontamento encontra apoio nos estudos de uma outra socióloga, Heidi Gottfried, da Universidade Estadual Wayne, nos Estados Unidos, ao explicar que persiste na sociedade a noção arraigada de que o trabalho de cuidado seria uma “manifestação de amor” e, por essa razão, deveria ser prestado gratuitamente. Conforme Gottfried, a ideia decorre, entre outros aspectos, da construção cultural a respeito da maternidade e de que cuidar seria um talento feminino. Tudo muito conveniente para a manutenção do patriarcado e do machismo nosso de cada dia, não é mesmo?!

Pois bem. Nós precisamos colocar urgentemente os homens nessa discussão. Mais do que isso, precisamos assumir um papel de “homens incomuns”, como diz a psicanalista Vera Iaconelli, e nos posicionarmos diante desse cenário, posto que no dia a dia os dados de violência contra as mulheres, bem como da quantidade de “mães solo” revela uma triste realidade que escancara o quanto esse homem abusar e irresponsável é um homem comum. Ou seja, está bem mais perto de todos nós que as páginas policiais querem nos fazer acreditar, ao pintar esse indivíduo como “monstruoso”, “sujo” e “cruel” que surge num beco escuro. Portanto, o contrário daquele homem gentil, cortes e por vezes amável, com o qual nos relacionamos em nossas famílias, trabalho, etc.

E para a difícil e urgente tarefa de fazer emergir fileiras e mais fileiras de “homens incomuns”, que proponho que os rapazes que aqui me seguem se desafiem a acompanhar e participar de alguns movimentos que podem inspirá-los a oferecer uma contribuição mais efetiva no sentido de construirmos uma “sociedade do cuidado”, como ouvi surgir nas discussões de um evento que participei poucos dias atrás, em detrimento da “sociedade do cansaço”, apontada pelo filósofo sul-coreano- alemão, Byung Chul Han:

– Procure conhecer e fazer parte da Coalização Pela Licença Paternidade – CoPai;

– Procure textos e vídeos nas redes sociais que falem sobre a recém aprovada Política Nacional do Cuidado (Lei 15.069/2024);

– Se você é de São Paulo, procure saber sobre a recém-criada Frente Conjunta da Política de Cuidado, encampada por duas parlamentares do Estado;

– Faça parte da Comunidade Homens Que Cuidam, idealizada por esse que vos escreve e receba conteúdos de todas as novidades das iniciativas acima, bem como, tenha acesso a letramentos e conteúdos via redes socias, além de outras iniciativas para fomentar essa discussão.

(Prometo atualizar esse texto com outras iniciativas que estão pintando).

Enfim, te convido a fazer parte desse movimento por uma sociedade mais justa, afetuosa e saúdavel para todas as pessoas!

Abraços Inclusivos!
Lincoln Tavares

O post Da Sociedade do Cansaço para uma Sociedade do Cuidado apareceu primeiro em Homens Que Cuidam.

]]>
https://homensquecuidam.com.br/educacao-cultural-e-paterna-uma-nova-perspectiva/feed/ 0
Bastidores de um dia de trabalho e parentalidade https://homensquecuidam.com.br/desmistificando-a-economia-do-cuidado/ https://homensquecuidam.com.br/desmistificando-a-economia-do-cuidado/#respond Wed, 11 Jun 2025 02:07:53 +0000 https://homensquecuidam.com.br/desmistificando-a-economia-do-cuidado/ Fui convidado para palestrar pelo segundo ano consecutivo no evento “Encontro com a Diversidade”, promovido pelas empresas Irani e Habitasul. E para a minha alegria, a proposta era de que […]

O post Bastidores de um dia de trabalho e parentalidade apareceu primeiro em Homens Que Cuidam.

]]>

Fui convidado para palestrar pelo segundo ano consecutivo no evento “Encontro com a Diversidade”, promovido pelas empresas Irani e Habitasul. E para a minha alegria, a proposta era de que eu falasse sobre Diversidade Organizacional da perspectiva das masculinidades.

O evento foi maravilhoso, de altíssimo nível, e contou com a participação ativa do seu Diretor Presidente, Sérgio Ribas, bem como, com a organização das queridíssimas Bianca Salatino e Claudia Vergara. Além disso, a minha parceira de negócios e querida amiga, Daniela Medeiros - que fez a mediação do encontro com maestria - e contou também com as potentes palestras das poderosas Amanda Padilha e Professora Lourdes Alves.

Bem, eu não pretendo falar do evento em si. Aliás, ele foi transmitido via Youtube e contou também com cerca de 130 participantes da companhia que acompanharam a iniciativa espontaneamente. Mas, quero contar um fundo de cena que muito tem a ver com o tema que abordei e venho discorrendo aqui nessa newsletter e é algo que procuro exercitar como práxis o máximo possível: o meu papel como papai da Maria Lídia, nossa filha de seis anos e a parentalidade compartilhada com a minha companheira, Charlene S.T. de Melo e a minha atuação como educador e mentor de Diversidade, Equidade e Inclusão.

Meus clientes e parceiros já estão acostumadas com as “intervenções fofas” da Madí (apelido da nossa filha), que vira e mexe aparece nas transmissões via Zoom ou outras plataformas que têm sido minhas fiéis ferramentas online nos últimos dois anos (já que boa parte do meu trabalho é conduzido de casa). E o mais bacana é que eu também conheço muitos dos filhos, e até mesmo outros integrantes da família (inclusive, cachorros e gatos) destes mesmos clientes e parceiros.

Minha esposa é dentista do Sistema Único de Saúde (SUS), e tem um horário fixo de trabalho. Daí, toda a dinâmica da nossa casa é ajustada para estas duas realidades: o deslocamento para trabalho da minha esposa e o meu em regime home-office. Mas não posso deixar de compartilhar as atividades da Madí: escola, natação, judô, etc. Pois bem, neste dia do evento, como de costume, nos organizamos para tocar as rotinas da casa da melhor forma possível, o que inclui tomar banho, preparar o nosso café (e ajudar a Madí a se servir), levar a Amora (nossa cachorra) na rua, etc, etc.

Acontece que no dia anterior, à noite, a Madí comentou em tom de tristeza que estava sentindo saudades da mamãe e que gostaria de passar mais tempo com ela. Obviamente minha esposa ficou mexida com o desabafo e procurou, como sempre fazemos, dialogar de maneira aberta e transparente com a nossa pequena. Mas, é mesmo um desafio conciliar a atenção e o afeto com a família, as tarefas domésticas e as atividades profissionais. Não teve jeito, ambas foram dormir um pouco chateadas.

E como disse, como boa parte do meu trabalho é feito de casa, tenho os meus combinados com a nossa filha, que incluem aquela corridinha no intervalo de uma palestra, workshop ou mentoria para saber como ela está, dar um beijinho e um abraço e checar se ela precisa de mais alguma coisa. Aliás, um outro combinado é deixar que ela entre no escritório e venha falar comigo caso precise de algo. E o jeito que ela faz isso é muito bonitinho. Ela entre devagarinho sem bater na porta, se posiciona no meu campo de visão e fica esperando que eu olhe para ela. Daí ela pergunta balbuciando: posso falar papai?

Como de costume, como podem ver na foto a acima, ela veio me perguntar se eu iria demorar muito. Estou acostumado e procuro deixá-la o mais à vontade possível. As vezes ela quer dar um “oizinho”, outras vezes não. Mas o que mais me chamou a atenção neste dia aconteceu depois que o evento acabou. Ou melhor, antes um pouco, na hora do intervalo, fui tomar um cafezinho e checar como ela estava e vi uma carta no braço do sofá. Era da minha esposa para a Madí. Nela ela dizia o quanto amava a nossa filha e que voltaria o mais rápido possível do trabalho para ficar com ela. Dizia também que havia deixado “o leitinho e ovinho na mesa, prontos, para você não se preocupar em chamar o papai”.

O melhor e tudo, além do afeto, do cuidado e do amor que permeia toda essa relação familiar que cultivamos, a Madí me disse quando o evento acabou: “Papai, quando li a carta da mamãe eu fiquei muito emocionada e meus olhos encheram de água!”

O que dizer? Chorei também!

Abraços Inclusivos!
Lincoln Tavares

Texto publicado em 26/05/2022.

O post Bastidores de um dia de trabalho e parentalidade apareceu primeiro em Homens Que Cuidam.

]]>
https://homensquecuidam.com.br/desmistificando-a-economia-do-cuidado/feed/ 0